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Palavras soltas, fugidias
onde a vontade de escrever toma o controle e a escrita tem vontade própria...

25/01/2008 GMT 1

o desabafo, a escrita...

ana-banana @ 20:48

Desabafos, sabem bem quando são partilhados com um amigo, uma amiga, sabem bem quando são escritos e lidos 5 ou 10 anos depois, sabem bem porque estamos a deitar cá para fora aquilo que sentimos, quer sejam tristezas, alegrias, mágoas, ansiedades, frustrações, raivas...

podemos desabafar em qualquer lado, num café, numa paragem de autocarro, numa praia, numa casa de banho de um qualquer bar perdido por aí!

De há uns tempos para cá tenho vindo a descobrir no meio da tralha do meu quarto (de cada vez que o arrumo encontro coisas novas) desabafos antigos, alguns deles relativos a relações que tive, a coisas que passei com esta ou aquela pessoa, sitios que visitei, e as recordações parece que teimam em fazer me lembrar de mais coisas (que não estão escritas mas que a minha mente não esqueceu!). Como aquela folha em que comecei a falar sobre a minha ida ao festival do ermal (eheheheh), ou outro “desabafo” inacabado escrito na cozinha de casa de um amigo meu, numa noite em que não conseguia dormir (maldita casa!!) e me sentei de madrugada na mesa da cozinha, a escrever, apenas iluminada pela luz que começava a surgir timidamente...

ou ainda cadernos e folhas perdidas que escrevi quando estava a trabalhar na covilhã, e passava boa parte da noite na rua, na conversa com a malta que tinha conhecido entretanto, tardes de calor que passava na minha casa fresquinha, deitada na cama (enquanto esperava que começasse a abrandar o calor para poder ir montar os cavalos que tinha que trabalhar) a ouvir musica e a escrever...

escrever, escrever, escrever.... a minha vida está cheia disso. Escrevi composições na primária, ditados, cópias, já ni ciclo escrevia pequenos contos e comecei a gostar de escrever poemas (ainda antes de ter daquilo que estava a escrever), um conto e um poema meu ganharam um concurso a nivel de escola e foram publicados no jornal escolar!

Se estou num sitio que gosto, e não tenho companhia, tenho que ter sempre o caderno e a caneta por perto... gosto de escrever sobre o sitio onde estou, sobre as pessoas que estou a ver, sobre algo que me intriga!

Há tempos escrevi sobre uma situação que tive oportunidade de ver. Em pleno Junho, aqui a je estava em Belém (todo o dia, graças aos cursos), e naquele sábado até tinha levado a minha maior amiga (a Yasha). Depois de comer algo no café fui dar uma volta até ao jardim que fica em frente ao C.C.B.. sentada na relva, com a cadela deitada ao meu lado, e eu armada com um caderno e uma caneta mortiferos, comecei por ouvir berros, mas sem perceber de onde vinham. Comecei a olhar com mais atenção e vi uma rapariga, que devia ter á volta de 30 anos, ajoelhada no chão a berrar histericamente. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi que tivesse caido e se tivesse magoado. Mas quando a vi levantar se, desatar a correr á volta do jardim e continuar a berrar histericamente, até que a dada altura desapareceu de vez (ainda ouvi os berros por uns segundos...). Quando deixei de franzir o sobrolho, devido á estranheza da situação, consegui esboçar um sorriso (fiquei mesmo contente por ter algo de diferente para escrever!):p

Os meus livros, já comecei dois, um dia hei de acabá-los...

uma coisa que adoro fazer quando vou, por ex., de comboio, é escrever sobre as pessoas que estão ao alcance da minha visão, e dp aproveitar essa escrita para criar personagens para os meus livros. Ok, não é de todo original, mas resulta. Personagens nunca faltam!

e pronto, é tudo por agora!

ciao.

Sinais de um passado recente

ana-banana @ 20:46

Andava eu contente da vida a arrumar o quarto (se for por minha iniciativa até nem me importo de o arrumar, mas se for a minha mãe a mandar-me arrumá-lo a história já é diferente).

qual não é o meu espanto quando puxo de uma caixa (que já nem me lembrava que existia) e fico perante carradas de folhas, guardanapos de café, post it... todos rabiscados por mim e colegas que estudaram comigo nas Mouriscas. juro que me vieram as lágrimas aos olhos ao relembrar aquilo, ao olhar para cada papel e saber quem escreveu aquilo e até onde foi escrito!

sim, foram três anos muitíssimo preenchidos. três anos onde arranjei amigos, inimigos, relações e zangas!!

Acima de tudo foram três anos que me fizeram crescer, que me tornaram responsável e me prepararam de uma maneira especial para o mundo cá fora.

há pessoas que recordo ainda, de uma maneira muito especial. O nosso grupo especial (eu, Hugo, o Pedro e o Alex), a Diana (apesar daquilo que nos afastou...), a tonta da Maria Armanda, o Ruben... estes foram os que mais me marcaram.

a minha turma, que me faziam a vida negra!! não esqueci ninguem e um dia havemos de estar todos juntos de novo!!!

Voltando ao quarto por arrumar... pois é, aquilo já estava a ficar caótico. depois de tirar tudo do chão e varrer vai-me dar um gozo arrumar as minhas pequenas tralhas. os potes de tinta para tecido, as anilinas para tingir, as missangas, as linhas e lãs para fazer tererés, os alfinetes, os fechos para os fios de missangas, a minha colecção de guizos, etc...

a prateleira dos livros tb já está arrumada. É sem duvida a primeira coisa que arrumo quando estou a arrumar o quarto...

beeeeeem, lá vou eu de novo...

ciao***

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